Agente de IA para relatórios e métricas
Quase todas as reuniões começam à procura dos números, e para a decisão sobra o tempo que sobrar. O agente fica com a recolha: vai buscar as métricas aos sistemas onde elas estão, assinala o que se mexeu e quanto, e entrega-lhe um rascunho em que qualquer número se abre até à fonte. Porque é que se mexeu, isso diz você.
O que faz um agente de métricas
- Recolhe os números onde eles vivem — exportações, folhas de cálculo, painéis — por calendário, e não na véspera à noite.
- Compara o período com o anterior e assinala o que se mexeu e em quanto.
- Monta o rascunho no formato em que você já reporta: evolução, desvios, perguntas em aberto.
- Põe a fonte em cada número, para poder abri-lo assim que alguém perguntar.
- Cruza a mesma métrica entre sistemas e traz ao de cima as que não batem certo.
Processos que arrancam sozinhos
Um playbook não é um botão — é um processo com uma condição que o faz arrancar. Estes três são os que se montam mais vezes.
Fecha o período de reporte
Termina a semana de reporte
- Reunir as exportações do período tal como estão ao fecho
- Recalcular cada métrica e compará-la com o período anterior
- Levantar para uma lista à parte tudo o que passe o limite que você definiu
- Entregar o rascunho com a secção das conclusões em branco
Uma métrica passa um limite
Um número atravessa o limite que você definiu
- Verificar primeiro a exportação, caso o movimento seja uma falha nos dados
- Registar o facto, o período e a dimensão do movimento
- Enviar-lho com a fonte e sem qualquer versão sobre a causa
Dois sistemas dizem coisas diferentes
O mesmo número difere entre dois sistemas
- Pôr os dois valores lado a lado, com as fontes e os períodos
- Verificar o óbvio: filtros diferentes, limites de período diferentes, uma actualização que não chegou a correr
- Reportar a divergência como divergência, sem escolher um vencedor
Onde o agente pára
- Causas não explica: o desvio fica assinalado, a razão é sua — uma causa adivinhada vale menos do que causa nenhuma.
- Um número sem fonte que se consiga seguir não é publicado: onde a exportação não bate certo, o relatório leva uma lacuna e não uma estimativa.
- Quando dois sistemas divergem, reporta a divergência em vez de decidir qual deles tem razão.
- Uma previsão é sempre apresentada como pressuposto, com as condições em que assenta, e nunca como facto.
FAQ
Ele diz-me porque é que uma métrica caiu?
Não, e é de propósito. Regista o facto, o período e a dimensão da queda, verifica que a culpa não é dos dados, e pára por aí. A causa exige contexto que ele não tem: o que você lançou, o que mudou nos clientes, o que aconteceu no mercado. Na reunião é você que responde por essa explicação, por isso uma explicação inventada vale menos do que uma linha em branco.
De onde vêm os números e é preciso ligar os sistemas internos?
Por defeito trabalha com as exportações e as folhas a que você já tem acesso, e isso chega para começar. Ligar sistemas internos é uma conversa à parte com a sua equipa de segurança, e não uma forma de a contornar.
O que acontece quando dois sistemas não batem certo?
Recebe os dois valores lado a lado, com fontes e períodos, mais a verificação do óbvio: filtros diferentes, outro limite de período, uma actualização que nunca correu. Se a diferença sobreviver a isso, entra no relatório como diferença. Decidir qual dos sistemas tem razão não lhe compete.
Consegue fazer uma previsão?
Consegue, mas só com os pressupostos escritos: sobre que dados, com que ritmo mantido constante, a partir de que período. A previsão fica num bloco próprio e nunca se mistura com os números reais.
Onde isto aparece
Casos em que este papel carrega parte do trabalho.